domingo, 28 de abril de 2013

VIA ANCHIETA E ESCORREGAMENTOS

Via Anchieta tem 29 pontos de deslizamento

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC


O trecho de Serra da Via Anchieta tem 29 pontos de deslizamento de terra recentes, ocorridos na última temporada de chuvas. Na maioria dos locais, foi adotada solução temporária para evitar novos escorregamentos. A Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) diz ter conhecimento do problema.
A Pista Sul - sentido Litoral - tem 18 ocorrências, enquanto na Norte foram observados 11 locais em que o solo escorregou. É possível ver árvores caídas e a existência de terra sobre o asfalto em alguns trechos. Em fevereiro, uma mulher morreu após deslizamento no km 52 da Rodovia dos Imigrantes (leia abaixo).
Das 18 áreas da Pista Sul, 17 foram cobertas por piche, processo chamado tecnicamente de gunitagem. Em outro foco, operários trabalham na construção de muro de contenção. Já na Pista Norte, os 11 pontos não apresentam qualquer tipo de intervenção, mesmo que paliativa.
Para a geógrafa Fabiana Souza Ferreira, especialista em geomorfologia, a gunitagem não resolve o problema, além de provocar risco de ocorrências ainda mais graves. "Com esse processo, impede-se apenas que aquela porção específica do solo sofra deslizamento", explica a professora da FSA (Fundação Santo André).
O aumento do perigo se dá em função da impermeabilização. "A área superior ficará mais pesada do que a inferior, devido à absorção da água. Com isso, abre-se um caminho livre para a descida de outras porções do solo", detalha a especialista. Mesmo sem incidência de chuva nos últimos dias, Fabiana afirma que o risco existe devido à umidade existente.
A sugestão apontada para evitar tragédias é a elaboração de sistemas hidrológicos, que consistem na construção de métodos para escoamento adequado da água. "Muita gente acha que a colocação de grama já faz a contenção. No entanto, embaixo há muita rocha fraturada, pronta para deslizar."
O professor do Centro de Engenharia da UFABC (Universidade Federal do ABC) Fernando Rocha Nogueira demonstra menos preocupação em relação ao uso do piche nas encostas. "Para cada local, é necessário um tipo de contenção. O muro de arrimo, por exemplo, nem sempre é a melhor solução."
Nogueira também cobra da concessionária Ecovias a realização constante de monitoramento no trecho de Serra. "Essa empresa obtém volumoso lucro de operação da gestão das estradas por meio do pedágio, portanto, essa atividade deveria ser obrigatória." Para o professor, uma das opções de ações preventivas seria o uso de helicópteros. "A Prefeitura de São Bernardo monitora áreas de risco a pé e por observação aérea, e isso tem dado resultado. Esse tipo de situação nunca ocorre de repente, sem dar sinais."
A Artesp diz que os escorregamentos que interferem na rodovia são monitorados pela Ecovias. A agência diz que a concessionária não tem nenhuma responsabilidade pelas ocorrências, e que, portanto, "não há o que penalizar". Quando há riscos, as medidas de contenção e proteção são feitas pela empresa, informa o órgão. A Ecovias diz ter gasto R$ 170 milhões com monitoramento de encostas (leia abaixo).

Para advogado, Ecovias é responsável pela manutenção
Para o presidente da comissão de Direito Viário da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Maurício Januzzi, a Ecovias é a principal responsável pela manutenção das encostas ao longo do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). "Seria importante uma reunião entre empresa, governo do Estado e municípios para a realização de uma força-tarefa para esse serviço. No entanto, mesmo que as prefeituras não tenham feito sua parte, esse é um problema que influencia na via pública, portanto, cabe à concessionária providenciar a solução", avalia.
A Ecovias diz ter conhecimento de todos os pontos de deslizamento relatados pela reportagem, e que todos foram "cuidadosamente inspecionados por engenheiros da concessionária e empresas especializadas em geotecnia logo após a chuva atípica que caiu no dia 22 de fevereiro". A tempestade citada provocou a morte de uma mulher de 43 anos após escorregamento de terra na entrada de túnel no km 52 da Pista Norte da Imigrantes.
Segundo a Ecovias, foram desenvolvidos projetos de contenção específicos para cada ponto. "Os trabalhos começaram pela Pista Sul da Anchieta e obedecem cronograma que leva em conta a segurança dos usuários, as condições climáticas e o impacto no tráfego, já que os serviços só podem ser realizados com fechamento total do trecho de Serra", diz a empresa. Todas as intervenções deverão ser feitas em até seis meses. Em relação à aplicação de piche, esse procedimento será definitivo em alguns locais. Em outros, será colocado material complementar. A concessionária diz já ter gasto R$ 170 milhões em monitoramento e estabilização de encostas.

 



quarta-feira, 24 de abril de 2013


III BAZAR DO DESAPEGO...ABRA ESPAÇO PARA O NOVO !!!



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DATA DO BAZAR: 6, 7 e 8 DE MAIO.
O VALOR ARRECADADO SERA DESTINADO A:

Semana da Geografia - SET/2013 e ao EREGEO -SE - JUL/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

CUBATÃO (SP): RECUPERAÇÃO AMBIENTAL ?!



 

Cubatão: dezenas de indústrias modernas, bilhões de cruzeiros arrecadados e a maior poluição do mundo!





 
Nos bairros em torno das indústrias de Cubatão (SP) a população conviveu com 75 tipos diferentes de poluentes, responsáveis pela alta incidência de doenças respiratórias. 






terça-feira, 5 de março de 2013




ATENÇÃO!!!

O volume 32 da Revista do Instituto Geológico está disponível para download no site do Instituto Geológico.

http://t.co/6kswmK61ws


http://www.igeologico.sp.gov.br/dc_revista.asp
 

sábado, 2 de março de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

2013!



          É com imensa alegria que iniciamos mais um ano letivo, dando boas vindas aos novos alunos, matando a saudade e renovando a alegria em rever os velhos colegas de curso e os mestres que ensinam e ajudam a enfrentar e desbravar a causa maior que nos une: o amor pela GEOGRAFIA

          Que este ano seja mais um ano de conquistas para todos nós.

          Para encerrar, uma frase de Carlos Drummond de Andrade que cabe a este momento, que mesmo não sendo geógrafo, também tentou entender o mundo:

"Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes."


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

VESTIBULAR AGENDADO - FSA 2013

Se você ainda não prestou vestibular, ainda dá tempo para ingressar no curso de GEOGRAFIA da FSA.
Estão abertas as inscrições para o vestibular agendado da Fundação Santo André.
Mais informações no site : http://www.fsa.br/vestibularagendado2013/inscricao/

Não perca mais tempo!!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MATRÍCULA 2013


ATENÇÃO!!!

Lembrando que quinta-feira é o último dia de matrícula do primeiro vestibular, hein Geografia!

O curso de Geografia do Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA) habilita o futuro profissional ao exercício da licenciatura e do bacharelado, com a duração de 4 anos. Assim, forma os alunos em professores, técnicos e pesquisadores com um só diploma.
O curso conta com uma infraestrutura privilegiada em seu campus: um laboratório de Geografia, laboratório de informática, biblioteca e espaços culturais e artísticos.

Trazendo a realidade à ciência como meio de estudo em sua totalidade, permea os conceitos geográficos em sua grade curricular por meio da interdisciplinaridade característica da tal ciência.

Na licenciatura, a formação do professor está conectada com a diversidade do mundo contemporâneo e prepara o professor sob a ótica da educação como um valor social, comprometido com o contexto atual.

O licenciado em Geografia vai encontrar muitas oportunidades de trabalho nesta área, pois o país passa por um período de grande carência de professores de Geografia no mercado.
O bacharel em Geografia também encontrará um mercado muito amplo, podendo se cadastrar no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), e atuar nas áreas de geoprocessamento e georreferenciamento, aerolevantamento e sensoriamento remoto, legislação ambiental, estudo de solo e impactos ambientais, defesa civil, geodemografia, planejamento urbano, climatologia, entre outras áreas.


BOLSAS OFERECIDAS PELA INSTITUIÇÃO:

* Bolsa da Prefeitura de Santo André: em 2011, 500 bolsas no valor de R$ 200 cada.

* Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID/CAPES: 310 bolsas, no valor de R$ 400 cada.

* Iniciação Científica/FSA: 40 bolsas, no valor de R$ 263 cada.
* Programa Institucional de Bolsa para Iniciação Científica- PIBIC/CNPq: 3 bolsas, no valor de R$ 360 cada.

* Monitoria/FSA: 273 bolsas Monitoria, no valor de R$ 12,30/hora.
* Programa de Extensão Científica Sabine Hollera – Escola Parque do Conhecimento: 162 bolsas, no valor de R$ 750,90 cada.

* Projeto Formadores do Saber: 133 bolsas, no valor de R$ 750,90 cada
* FIES: Fundo de Financiamento Estudantil - destinado ao financiamento estudantil de nível superior, o aluno pode optar em, por meio da atuação como professor na rede pública de ensino, quitar integralmente a dívida. Cada mês trabalhado em regime de 20 horas semanais abate 1% do débito. Na prática, isso permite ao aluno quitar o valor em cerca de nove anos sem nenhum custo financeiro.

domingo, 16 de dezembro de 2012

“Gestão de recursos hídricos e cooperação internacional”, das palestrantes Fernanda Mello Santanna e Pilar Carolina V. Lainié



 Entre os dias  24 e 29 setembro aconteceu na FSA a Semana de Geografia e Ciências Sociais. No primeiro dia contamos com uma palestra sobre recursos hídricos no Auditório Honestino Guimarães na Faculdade de Filosofia e Letras da Fundação Sto André: 

 “Gestão de recursos hídricos e cooperação internacional”, das palestrantes Fernanda Mello Santanna e Pilar Carolina V. Lainié

Durante a semana que integrou os cursos de Ciências Sociais e Geografia a segunda feira foi reservada para discutir a questão da água. Fernanda Mello Santanna, cuja pesquisa engloba a Bacia Amazônica falou sobre a cooperação e conflitos que a envolvem, começando pelos distintos termos que englobam a palavra “Amazônia”: seu critério político-administrativo, hidrográfico e ecológico.
Passando por um breve histórico das regiões que compreendem os 8 países e uma colônia que hoje são chamados de amazônicos, foi citado aspectos gerais da vegetação, hidrografia e ocupação. Enfatizando que a formação territorial se deu voltada para o mercado externo, seja no ciclo da borracha ou na decadência do mesmo, ou na política da década de 1940 de “ocupar espaços vazios”.
Na questão hidrológica, por se tratar de gestões compartilhadas, como é o caso do Rio Amazonas que nasce nos Andes, qualquer fator pode virar um desentendimento entre os países, como a poluição, hidrelétricas e a questão do desmatamento. Hoje, a principal questão que norteia essa região são as tentativas de integração dos territórios, como a IIRSA, que adota a lógica da integração física dos corredores globais, tendo o eixo Peru-Brasil-Bolívia como o principal projeto, deixando a questão: integrar a quem?
Já a segunda palestrante, Pilar Carolina V. Lainié tratou das águas subterrâneas, uma questão mais complexa do que as águas superficiais, já que não estão ao alcance da população e só em crises que se voltam para elas. Também desmistificou o senso comum de que só em áreas de grandes bacias hidrográficas se encontram os aquíferos.
Os estudos de aquíferos são recentes e pouco divulgados, o aquífero Guaraní, centro da pesquisa, só foi oficializado em 1996, após perceberem vários sistemas interligados de água.
Há uma ausência de conflito na questão das águas subterrâneas ao longo da história, mesmo em gestão coletiva, já que não há muita fiscalização. A questão mais cuidadosa quando se trata dos recursos hídricos, é a poluição da água, fato bem presente nos aquíferos, poluídos pelo contato no solo.

Colaboração: Renata Igual - aluna do 2º Ano B de 2012 .